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Crimes virtuais podem acontecer em qualquer lugar e geram prejuízos enormes para      

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Crimes virtuais podem acontecer em qualquer lugar e geram prejuízos enormes para         uma empresa. Com o aumento do acesso às redes sociais, esse risco aumenta ainda mais. Mesmo sem querer, um profissional que acessa a web no trabalho pode colocar a empresa em risco e, consequentemente, o seu trabalho. Por isso, as empresas investem cada vez mais em monitoramento dos funcionários.

Para o perito em crimes digitais e diretor da E-Net Security, Wanderson Castilho, elas estão certas. “Não é uma invasão de privacidade, porque o funcionário está usando o domínio da empresa”, justifica. Mas existe uma condição: “a empresa deve avisar previamente que fará o monitoramento e em quais condições”, afirma.

Castilho diz que não são poucos os casos em que utilizar redes sociais e até e-mails pessoais durante o período de trabalho colocaram a rede da empresa em risco, seja por conta de vírus, seja devido a golpistas que se aproveitaram da distração de determinado funcionário para cometer crimes virtuais.

Segundo ele, hoje, as empresas já disponibilizam cerca de 2% do faturamento anual para monitorar os funcionários. E eles não podem reclamar. “Se o funcionário estiver dentro do horário de trabalho, a empresa tem o direito de monitorá-lo. É um dever dela”, afirma.

Mau uso da web provoca perda da produtividade.

Castilho explica que é um dever da empresa fazer o monitoramento, porque, sem ele, perde dinheiro e o funcionário, produtividade. “O horário em que ele está trabalhando é da empresa. O acesso às redes sociais e outras páginas para fins pessoais só prejudica o funcionário”, afirma o especialista.

Ele aconselha o profissional a evitar acessar determinados sites que não sejam de uso comum durante o expediente. Mesmo porque, se for pego, pode sofrer consequências graves. Mas isso, diz Castilho, dependerá da política e da flexibilidade de cada empresa.

“Hoje, fazer o monitoramento é uma obrigatoriedade”, afirma Castilho.

Atente à imagem da empresa e fique de olho na postura.

Um executivo de uma grande empresa colocou em seu Twitter um comentário sobre um time de futebol. O comentário foi feito em um domingo e, na semana seguinte, o profissional foi demitido. O problema, conta Castilho, é que o time era cliente da empresa. “Muitas vezes, os funcionários não percebem que as redes sociais também levam o nome da empresa”.

O exemplo citado pelo especialista ilustra a principal alteração feita pela internet nas empresas: a valorização cada vez maior de bens intangíveis, como a imagem da corporação frente aos seus clientes e aos concorrentes. Nesse caso, Castilho conta que o executivo utilizava o nome da empresa em seu Twitter. Por isso, a demissão do profissional foi analisada.

Se exemplos como esse tivessem ocorrido dentro da empresa, durante o expediente do funcionário, a situação ficaria ainda mais complicada e a demissão sequer seria discutida. “Se acontecer algo grave, a empresa será a responsável”, afirma Castilho.

Por isso, o profissional deve atentar à postura durante o horário de trabalho. É ele quem tem de se adequar às normas da empresa onde trabalha. Se precisar utilizar redes sociais, e-mails e outros meios virtuais, deve fazê-lo fora do horário de trabalho. Quando estiver em horário de expediente, tem de evitar o uso da rede para fins pessoais. O chefe pode estar de olho.

Opinião:

“Um estudo polêmico da Universidade de Melbourne, na Austrália, afirma que os funcionários produzem mais se puderem utilizar a Internet para diversão durante o expediente. Este estudo afirma que as pessoas que navegam dentro de um limite de menos de 20% do tempo de trabalho são mais produtivas, rendendo cerca de 10% a mais em comparação com aqueles que não têm contato com a Internet.

Tenho a seguinte opinião: cada caso é um caso, ou seja: nem tanto ao mar, nem tanto a terra! O importante em relação ao uso da Internet, durante o expediente de trabalho, é a utilização do bom senso. Contudo, sou a favor da demissão do funcionário por causa do mau uso da Internet e dos e-mails corporativos.

Quanto à liberação, ou não, do acesso durante o expediente, é importante lembrar que a empresa possui responsabilidade objetiva pelos atos praticados por seus funcionários durante o expediente ou utilizando-se de meios por ela fornecidos. Também, é necessário que seja levado em consideração os riscos de crimes virtuais e a infecção da rede da empresa por vírus, gerados por acessos inadequados. Por isso, é bom monitorar e até mesmo bloquear certos funcionários!

Por Camila F. de Mendonça*

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